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Tecnologia permite identificar espécies de animais pelo som

Tecnologia permite identificar espécies de animais pelo som
O sapo Eleutherodactylus juanariveroi foi descoberto pelos cientistas apenas em 2005, vivendo nas florestas tropicais de Porto Rico, na América Central. Desde então, sua população vem diminuindo ano a ano, por causa da destruição de seu habitat. Os esforços de conservação dos governos e ambientalistas locais pareciam não surtir efeito nenhum, levando a espécie à beira da extinção. Em setembro de 2012, no entanto, os pesquisadores perceberam um repentino salto populacional, mostrando que a espécie estava conseguindo se recuperar. Ao contrário do que se poderia esperar, nenhum dos cientistas ou habitantes locais viu a população do sapo aumentar — eles apenas ouviram seu barulho.

O coaxar foi gravado por um equipamento simples — composto por um microfone plugado em um iPod — instalado na floresta, e transmitido para a Universidade de Porto Rico, onde pesquisadores analisaram o som. O resultado, além de mostrar que os sapos E. juanariveroi seriam capazes de sobreviver, confirmou que a tecnologia desenvolvida pelos cientistas era capaz de registrar mudanças na população de espécies selvagens. A pesquisa que descreve a técnica foi publicada nesta terça-feira na revista PeerJ.

Monitorar os animais presentes em regiões isoladas de florestas tropicais é uma parte importante do trabalho dos biólogos. A abundância ou ausência de determinadas espécies pode indicar mudanças irreversíveis na fauna local, com consequências imprevisíveis para o ecossistema. “Para entender os impactos da deflorestação e das mudanças climáticas, nós precisamos de dados confiáveis de longo prazo da fauna ao redor do mundo”, diz Mitchell Aide, pesquisador da Universidade de Porto Rico envolvido no estudo.

Esse monitoramento, no entanto, costuma ser muito difícil, pois exige o envio de equipes completas de pesquisadores para acompanhar, diariamente, populações animais em regiões longínquas. “Métodos tradicionais, que enviam biólogos para o campo, são muito caros e muitas vezes resultam em bancos de dados incompletos e limitados, porque é impossível manter pesquisadores trabalhando 24 horas por dia ao longo de um ano”, afirma o pesquisador.

A nova tecnologia descrita no estudo utiliza equipamentos baratos e de fácil obtenção para realizar gravações acústicas em tempo real dessas regiões selvagens, permitindo aos pesquisadores identificarem posteriormente — do conforto de seus laboratórios — as espécies de animais presentes no local. A técnica foi testada em milhares de gravações, que capturaram sons de pássaros, sapos, macacos e insetos em florestas tropicais, e os pesquisadores conseguiram identificar espécies específicas em meio ao caos sonoro.Na gravação abaixo, por exemplo, os cientistas foram capazes de discernir, entre o som de diversos animais, o coaxar do sapo.

Fonte: Veja - Acervo Digital

   
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